

Revlimid® é promissor como terapia de manutenção do mieloma múltiplo

Dois grandes estudos com o fármaco Revlimid® contra o mieloma múltiplo, da Celgene, mostram que o fármaco reduz o risco de progressão da doença por mais de 50%, quando tomado como terapia de manutenção, após transplante de células estaminais, avança a agência Reuters.
De acordo com dados preliminares divulgados antes da reunião anual da American Society of Clinical Oncology, os pacientes que tomaram o Revlimid® numa base contínua, na sequência de um transplante de células estaminais, mantiveram a doença sob controlo por mais tempo do que aqueles que tomaram um placebo.
Os dados são importantes porque trazem evidências de que os pacientes que tomam o Revlimid® como terapia de manutenção, após a administração de outros fármacos ou após transplante de células estaminais, podem melhorar os resultados.
No ensaio, após três anos, 68% dos pacientes que receberam o Revlimid® foram capazes de manter a doença sob controlo, em comparação com 35% dos pacientes do grupo placebo.
O resultado equivale a uma redução de 54% do risco global de progressão da doença.
"A lenalidomida mostrou melhorar drasticamente a sobrevida livre de progressão", disse Michel Attal, professor de hematologia do Hospital Purpan, em Toulouse, na França, e principal autor do estudo.
O Revlimid® (lenalidomida) já foi aprovado em combinação com dexametasona para o tratamento de doentes com mieloma múltiplo que tenham recebido pelo menos um tratamento anterior.






