

Brasileiros pesquisam fármaco com potencial para tratar tumores

Um grupo de cientistas brasileiros desenvolveu um composto 100% nacional, com potencial para tratar tumores, infecções virais (incluindo a sida) e não-virais (tuberculose e malária), a um custo estimado de 10 milhões de dólares, segundo uma reportagem citada no site da Globo, o G1.
O trabalho do médico Odilon da Silva Nunes acabaria por levar ao desenvolvimento do P-Mapa®, medicamento produzido a partir da fermentação de um fungo, que mostrou em experiências laboratoriais e estudos preliminares com humanos, agir como imunomodulador, ou seja, é capaz de reequilibrar o sistema imunológico abalado pelo ataque de tumores, vírus, bactérias ou protozoários, tornando-o mais forte para combatê-los. Essa capacidade foi confirmada em estudos conduzidos em Institutos Nacionais de Saúde dos EUA.
A investigação, que começou isolada no laboratório caseiro de Odilon e por décadas enfrentou resistência de instituições, hoje reúne cerca de 150 investigadores no Brasil (de instituições como Unesp e Unicamp) e no exterior, num esquema de rede aberta de pesquisa que se assemelha às plataformas de desenvolvimento de software livre.
A Farmabrasilis, ONG criada para coordenar a rede internacional de pesquisas, detém a patente do composto e distribui para os interessados em fazer pesquisa.
P-Mapa®
Os hamsters que foram inoculados com cancro e tratados com o P-Mapa® praticamente não desenvolveram a doença, em comparação com o grupo de controlo. A ideia era perceber se o medicamento seria capaz de evitar o surgimento da doença, então foi aplicado ao mesmo tempo que a substância carcinogénica. Após 22 semanas, os animais medicados ou não desenvolveram nenhum tumor visível ou tiveram uma doença bem menos agressiva que o grupo de controlo.
Além disso, em estudos pré-clínicos o fármaco mostrou ter efeitos terapêuticos muito significativos no tratamento do cancro e uma virtual ausência de toxicidade e efeitos colaterais.






