

Sobreviventes de cancro precisam de mais ajuda para deixar de fumar

Mais de um quarto dos sobreviventes de cancro que fumam não receberam qualquer conselho dos seus profissionais de saúde para deixar de fumar, segundo um estudo do Fox Chase Cancer Center, publicado no Journal of General Internal Medicine, noticia o Los Angeles Times.
Os investigadores analisaram as avaliações de 1825 homens e mulheres, com idade média de 67 anos, que participaram no National Health Interview Survey em 2005, um inquérito de saúde anual dos EUA.
Quase 18% disseram ser fumadores actuais. Diferentes tipos de cancro tiveram taxas de fumo diferentes: mais elevadas no cancro cervical e no útero e mais baixas no cancro da mama e da próstata.
A grande maioria – 95% – disse ter visitado o seu profissional de saúde (médico, enfermeiro ou dentista) no ano anterior, mas menos de metade (41%) disse ter sido questionado sobre os seus hábitos de fumo. Cerca de 72% dos fumadores actuais que tinham consultado um profissional de saúde disseram que foram aconselhados a deixar de fumar.
Grande parte dos fumadores afirmou que queria deixar de fumar, com mais de um terço a tentar no ano anterior.
"Apesar de a cessação do tabaco ser difícil, pode desempenhar um papel importante no aumento da qualidade de vida dos sobreviventes de cancro ", disse Elliot Coups, autor principal e um participante do Fox Chase Keystone Program in Cancer Risk and Prevention.
"Os estudos têm mostrado muitas vezes que as pessoas realmente ouvem o que é dito pelo médico em relação ao tabagismo, por isso os prestadores de cuidados de saúde deviam aproveitar esta oportunidade."






