

Sensor de imagem táctil auxilia médicos na detecção precoce de tumores

Um novo sensor de imagem táctil desenvolvido por engenheiros da Temple University, nos EUA, pode ajudar médicos na detecção precoce de tumores e lesões, avança o portal ISaúde.
O protótipo que reproduz a sensação táctil humana é capaz de mostrar o tamanho e a forma do tumor, bem como a sua elasticidade e mobilidade. "Uma vez que um médico sente uma lesão, nódulo ou tumor num exame físico, ele pode usar o novo dispositivo para caracterizar as propriedades mecânicas irregulares que eles sentiram", afirma o criador do sensor, Chang-Hee Won.
Segundo Won, estudos têm mostrado que lesões cancerígenas e tumores tendem a ser maiores, com formas mais irregulares ou com menor elasticidade. "Usando a informação recolhida pelo nosso dispositivo, podemos determinar a probabilidade de esta lesão ou tumor ser maligno ou benigno", revela o investigador.
O sensor de imagem táctil portátil pode ser conectado a qualquer computador. Equipado com quatro luzes de LED e uma câmara, o dispositivo tem um cubo de elastómero flexível e transparente na extremidade, no qual a luz é injectada.
Quando o médico sente uma irregularidade ao realizar um exame físico num paciente, ele pode colocar o sensor contra a pele onde a irregularidade foi sentida. O sensor utiliza o princípio de reflexão interna total que mantém a luz injectada dentro do cubo de elastómeros a menos que uma lesão ou tumor altere o contorno da superfície do elastómero, nesse caso, reflectindo a luz para fora do cubo.
A câmara do sensor, então, captura imagens da lesão ou do tumor, que são processadas para calcular propriedades mecânicas do nódulo. Won ressalta que o dispositivo não foi projectado para substituir os testes, tais como mamografias para os tumores da mama, mas é capaz de ajudar o médico a obter informações precoces mais concretas.
"A maioria dos consultórios médicos não está equipada para realizar exames como a mamografia. Este dispositivo vai fornecer as informações essenciais aos médicos, permitindo-lhes quantificar e visualizar a lesão ou tumor. Com esta informação, eles podem decidir se monitorizam o paciente ou os encaminham para um especialista para um diagnóstico mais definitivo", explica Won.
O novo dispositivo não é invasivo e pode detectar nódulos ou tumores de até 3 centímetros sob a pele. Além da vantagem de ser portátil e não invasivo, os investigadores ressaltam que o protótipo também é barato.






