

Infecção oral pelo HPV atinge 7% da população entre 14 e 69 anos nos EUA

A prevalência de infecção por via oral do papilomavírus humano (HPV) é maior entre os homens do que as mulheres, de acordo com um relatório divulgado no Journal of the American Medical Association, avança o portal ISaúde.
Os dados mostram que a doença atinge actualmente 7% dos homens e mulheres com idades entre 14 e 69 anos nos EUA, com uma taxa de incidência de 10.1% entre eles e 3.6% entre elas.
As descobertas esclareceram uma crescente epidemia de cancro da cabeça e pescoço ligada ao HPV e pode justificar os testes clínicos para a aprovação de uma vacina de HPV contra lesões orais.
A líder da pesquisa, Maura L. Gillison e os seus colegas da Ohio State University Comprehensive Cancer Center, testaram 5,579 pessoas de 2009-2010 através de um exame de enxágue bucal de 30 segundos realizado num centro móvel.
Os investigadores descobriram que a prevalência geral de infecção oral por HPV foi de 6,9% e que o tipo mais prevalente de HPV encontrado foi o HPV16.
A prevalência de infecção oral por HPV teve picos em diferentes faixas etárias, com um primeiro pico observado entre pessoas com 30 a 34 anos de idade e o segundo maior pico entre pessoas de 60 a 64 anos.
Os homens tinham uma prevalência significativamente maior do que as mulheres em geral por via oral para a infecção pelo HPV, principalmente entre fumadores, aqueles que bebem muito álcool e entre utilizadores, actuais ou antigos, de marijuana.
Os autores também descobriram que a prevalência do vírus aumentou de acordo com o número total ou recente de parceiros sexual para qualquer tipo de relação, vaginal ou oral.
Segundo os cientistas, os dados fornecem evidências de que a infecção oral por HPV é predominantemente sexualmente transmissível. "Analisados juntos, esses dados indicam ainda que a transmissão pelo contacto casual, não sexual, é pouco comum" afirma Gillison.
A cientista ressalta que mais estudos sobre a história natural de infecção por HPV oral são necessários para entender os efeitos da idade, do sexo, e os fatores de risco modificáveis (por exemplo, fumo e comportamento sexual) em relação à incidência e duração da infecção oral pelo vírus.






