

Combinação de fármacos aumenta sobrevivência no cancro da mama

As mulheres com um tipo de cancro da mama agressivo e persistente podem aumentar a o tempo de sobrevida, através da combinação dos fármacos Tyverb® (lapatinib), da GlaxoSmithKline (GSK), com o injectável Herceptin® (trastuzumab), da Roche, sugerem novos dados de ensaio, noticia o site Pharma Times.
Num estudo clínico de fase III, apresentado pela GSK no San Antonio Breast Cancer Symposium, no Texas, EUA, as mulheres com cancro da mama, resistentes ao tratamento com trastuzumab, alcançaram uma sobrevida média global de 14 meses com a combinação do Tyverb® com o Herceptin®, comparando com os 9,5 meses apenas com o lapatinib.
As 296 participantes no ensaio tinham cancro da mama HER2 positivo – caracteriza-se por uma sobre-expressão da proteína HER2 nas células cancerosas – e tiveram uma recidiva da doença, apesar de terem recebido, em média, três terapias com o trastuzumab.
Foi observada uma redução clinicamente relevante de 25% no risco de morte na terapia combinada, relataram os investigadores, liderados pela Dra. Kimberly Blackwell, do Duke University Medical Center, na Carolina do Norte.
A incidência de efeitos adversos foi semelhante em ambos os grupos, com excepção da diarreia de grau 1 e 2, que foi significativamente mais prevalente com o Tyverb® do que com o Herceptin®.
O Tyverb® está indicado em combinação com o Xeloda® (capecitabina), da Roche, para o tratamento de doentes com cancro da mama avançado ou metastizado, HER2 positivo, e que tenham recebido tratamento anterior, incluindo antraciclina, taxina e o Herceptin®. A GSK espera posicionar o Tyverb® como terapêutica de primeira linha em combinação com terapia hormonal.






