

Transplantes bem sucedidos de rins com tumores

Cirurgiões norte-americanos realizaram, com sucesso, transplantes de rins com tumores cancerosos, que foram retirados antes do transplante, e implantados em pacientes, nos quais se tinha esgotado a possibilidade de permanecerem à espera por um órgão são, avança o site Saúde na Internet.
O procedimento polémico foi realizado em cinco pacientes na Escola de Medicina da Universidade de Maryland, em Baltimore, nos EUA, e foi publicado na revista Journal of the British Association of Urological Surgeons.
Nenhum dos receptores dos órgãos desenvolveu cancro e um deles vive há 41 meses com o rim transplantado.
A notícia, divulgada pela BBC, cita os cirurgiões, que referem terem tido conversas pormenorizadas com os dadores e receptores dos órgãos sobre a existência de doença nos rins a transplantar para que ficassem cientes dos riscos envolvidos, inclusive o de reincidência de cancro.
Na experiência, os rins retirados dos dadores foram preparados para o transplante, tendo-lhes sido removidos todos os vestígios visíveis de cancro – cinco tumores com tamanhos entre 1 cm e 2,3 cm, três deles malignos e dois benignos – antes de serem implantados nos receptores.
Desde a realização dos transplantes, um dos pacientes morreu na sequência de doença não associada ao cancro, mas os outros quatro estão bem, acumulando já entre nove e 41 meses de vida.
O líder da equipa de cirurgiões, Michael Phelan, reconheceu à BBC que este tipo de transplante "é polémico e considerado de alto risco", referindo, no entanto, que "o estudo traz provas de que os rins de dadores com tumores renais oferecem uma solução secundária, mas possível, para a actual falta de órgãos".






