O que é uma recidiva (ou recorrência) do mieloma múltiplo?


 

Quando se fala em "recidiva", "recorrência" ou "progressão" do mieloma múltiplo, significa que a doença voltou a "aparecer", com sinais e/ou sintomas, mesmo depois de ter sido "tratado" anteriormente.

 

O tratamento das recidivas depende, essencialmente, da sua localização e extensão, bem como do tipo de tratamento anterior e do tipo de mieloma múltiplo.

 

 

Poderei participar em ensaios clínicos que estejam a decorrer?


 

Os ensaios clínicos, em oncologia, são estudos de investigação realizados em voluntários, cujo objectivo é estudar novas abordagens no tratamento do cancro e tentar prevenir a sua recorrência.


Se participar num ensaio clínico, tem a possibilidade de, em primeira-mão, poder beneficiar de novos tratamentos que já se mostraram promissores, nas etapas anteriores da investigação, e que ainda não estão disponíveis no mercado.

 

Os ensaios clínicos são uma opção muito importante e essencial para muitas pessoas com cancro.


Actualmente existem ensaios clínicos em todos os estadios dos diferentes tipos de cancro.

 

Se tiver interesse, pergunte ao seu médico se há possibilidade de participar em algum ensaio que esteja a decorrer e que seja adequado à sua situação clínica. Essa participação poderá ser uma experiência muito interessante para si, inclusive tendo em conta todo o acompanhamento médico adicional que irá envolver.

 

As pessoas que participam em ensaios clínicos podem beneficiar das abordagens mais inovadoras. Os dados obtidos nos ensaios são muito importantes para se conhecer melhor a doença e, como tal, a sua possível e desejável cura.

 

 

O que são cuidados paliativos?


 

Em algumas situações, recorre-se apenas aos "cuidados paliativos", cujo objectivo já não é curar o cancro, mas sim aliviar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida da pessoa com cancro, através do controlo e diminuição da dor, do alívio dos efeitos secundários dos tratamentos, como as náuseas, os vómitos e outros sintomas, claramente incomodativos no dia-a-dia de uma pessoa com cancro. Estes tratamentos - tratamentos de suporte - podem ser utilizados em simultâneo com outros tratamentos para o cancro, cujo objectivo será tentar desacelerar a progressão da doença.


Deve proporcionar-se a máxima qualidade de vida possível a estes doentes e aos seus familiares. São cuidados de saúde activos e rigorosos, que combinam ciência e humanismo. Os cuidados paliativos ajudam a pessoa a sentir-se melhor, física e emocionalmente.


Para melhor compreender o que são cuidados paliativos ou para esclarecer qualquer dúvida, visite o site da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.

 

Como será a recuperação do mieloma múltiplo?


 

Em todas as etapas da doença, é importante manter uma atitude positiva: tudo será mais fácil de ultrapassar!


O período de recuperação das pessoas em tratamento é muito importante, e varia de acordo com as características individuais, com a extensão da doença e o tratamento recebido. Este período começa imediatamente após a cirurgia e, se até aqui podia haver o receio do que iria acontecer, dos tratamentos, da cirurgia… a partir deste momento, o importante é assegurar que tudo corre bem durante a fase seguinte – a recuperação.


É importante cumprir à regra todas as indicações dadas pelo seu médico e restantes profissionais de saúde que estão a acompanhar a situação. Muitas vezes há acompanhamento e orientação de um fisioterapeuta.


Fale com o seu médico sobre qual a melhor forma e momento para iniciar alguns exercícios especiais, que possam auxiliar na recuperação do mieloma múltiplo.

 

O que fazer para melhorar a sua vida?


A alimentação


Durante a quimioterapia o seu apetite pode diminuir. Deve contudo esforçar-se por manter uma alimentação cuidada. Se tem dificuldade na deglutição procure tomar alimentos passados. Por exemplo em vez de um bife, porque não comer a carne raspada ou picada?

A sua alimentação deve ser variada por isso não se esqueça da fruta e dos legumes. Varie os legumes e descubra novas maneiras de os cozinhar. Coma sempre sentado à mesa. Mesmo que se sinta cansado esforce-se por se levantar e coma na sala. Procure comer os seus pratos preferidos, mas deve também aproveitar para experimentar novos pratos. Componha o prato de uma forma agradável, e ponha a mesa como se tivesse sempre visitas. Tem que ter em mente que “os olhos também  comem”.

 

Coma pausadamente e aprecie a comida. Durante o período da quimioterapia deve beber líquidos em quantidade (2 ou 3 litros por dia). Se gosta de água pode beber à vontade, mas lembre-se que existem outros líquidos deliciosos como o chá ou os sumos. Há imensos chás e pode até misturar várias qualidades para obter gostos diferentes. Vai ver que descobre um de que vai gostar mais.


Aspectos emocionais

 

O diagnóstico da sua doença veio alterar a sua vida. Tem agora outros desafios para vencer. Tente adaptar-se da melhor maneira possível à nova situação.

Aproveite o seu tempo livre para fazer coisas de que gosta. Procure manter-se activo e evite estar sempre a pensar na doença. Uma atitude positiva vai ajudá-lo a ultrapassar os piores momentos. A sua família e os seus amigos têm agora uma boa oportunidade de mostrar como o apoiam. Seja receptivo a essas manifestações de afecto e amizade.

Lembre-se que há cada vez mais avanços no tratamento desta doença que lhe vão permitir viver mais tempo e com melhor qualidade de vida.

 

Actividade física

 

A imobilidade agrava a doença óssea. Deve evitar estar acamado ou muito parado.


Deve fazer exercícios como andar a pé ou fazer natação. Deve evitar fazer exercícios violentos. Também deve evitar carregar pesos. Não se esqueça que os seus ossos são mais frágeis que os das outras pessoas e que a exposição a traumatismos pode com facilidade levar a fracturas.


No que respeita à sua vida sexual nem a doença nem o tratamento provocam alterações, pelo que poderá manter uma vida sexual idêntica à que tinha antes do diagnóstico. Com a evolução da doença é provável que experimente algumas dificuldades a que terá que se adaptar, do mesmo modo como terá que o fazer com outras actividades. Em caso de dúvidas fale com o seu médico.

 

Vigilância

 

Nas fases de doença activa o seu médico vai-lhe pedir exames e prescrever terapêutica adequada. Mesmo em fases de doença estável irá ficar em vigilância periódica, embora mais espaçada. Ao doente cumpre-lhe estar atento para algumas alterações. Se se sentir mais cansado pode ter havido um agravamento da anemia. Nesse caso o seu médico vai prescrever-lhe umas injecções subcutâneas para o ajudar a ultrapassar essa fase.

Se a anemia for mais grave poderá mesmo ter que levar algumas transfusões de sangue. Pode também surgir febre. Evite expor-se a diferenças de temperatura e evite contactos com pessoas infectadas. Se surgirem sinais de infecção deve recorrer ao seu médico. Esteja preparado para alturas de agravamento da dor. Se for necessário deve tomar alguns analgésicos que o seu médico lhe receitou e que deve ter sempre em casa. Se mesmo assim a dor não ceder pode sempre pedir para ser visto numa Consulta da Dor, que existe em quase todos os hospitais, onde lhe podem dar medicamentos mais fortes.