

Qual o papel da quimioterapia no tratamento do mieloma múltiplo?

Esta terapia consiste na administração de medicamentos, chamados citostáticos, que têm capacidade para destruir as células malignas, que neste caso são os plasmócitos. Ao destruir os plasmócitos vão melhorar os sintomas da doença, como acontece com a anemia e as dores ósseas, mas também se pode observar uma melhoria no valor das análises.

Existem vários tipos de tratamento, que são feitos por ciclos, que duram vários dias e que na sua maioria podem ser feitos em ambulatório. O tipo de tratamento tem a ver com a idade do doente e com o facto de já ter ou não realizado outro tipo de terapêuticas anteriormente. Quase todos são repetidos ao fim de três ou quatro semanas. O número de ciclos nunca é fixo e depende da situação clínica concreta e da resposta ao tratamento.
Quais os principais efeitos secundários da quimioterapia?
São variáveis de acordo com o tratamento.
Células do sangue: de um modo geral, pode dizer-se que a quimioterapia não afecta só as células malignas, mas também as saudáveis, em especial as de crescimento rápido. Isto aplica-se às células do sangue, pelo que pode surgir anemia, baixa dos glóbulos brancos ou das plaquetas.
Células dos cabelos/pêlos: aplica-se também aos cabelos que podem cair (alopecia), de forma mais ou menos intensa, consoante os medicamentos. Mas é uma queda sempre reversível. Isto é, cerca de três meses após a suspensão dos tratamentos o cabelo apresenta já um crescimento visível.
Células do aparelho digestivo: outros aspectos a ter em conta são os relacionados com o tubo digestivo, em especial as náuseas, os vómitos e a perda de apetite. Para os primeiros existem medicamentos que os podem combater de forma eficaz. O doente deve falar com o seu médico se depois do tratamento sentir alguns destes sintomas. Ele pode mudar-lhe os anti-eméticos (medicamentos para os vómitos) para outros mais fortes. Quanto à falta de apetite há alguns truques alimentares (Saiba mais na secção perguntas frequentes).






