Quais os exames de diagnóstico das síndromes mielodisplásicas?


 

Análises ao sangue: o diagnóstico baseia-se na realização de análises de sangue, onde se observam as citopenias, ou a baixa dos valores de uma das linhagens.

 

Exame da medula

 

Exame da medula óssea: o mielograma é realizado por meio de aspirado, através de uma picada no esterno ou na crista ilíaca, que é um osso da bacia. Antes é feita uma anestesia local para que o doente não sinta dor.

 

O mielograma pode mostrar as alterações morfológicas dos precursores das células sanguíneas e permite conhecer a percentagem de blastos ou células imaturas.

 

 

Biópsia óssea: para completar o último exame pode ser feita uma biopsia óssea, que é feita na crista ilíaca, após a anestesia e que permite a extracção de um pequeno fragmento de tecido ósseo. Este exame é importante por permitir a identificação de um pequeno grupo, cerca de 10% de casos, em que a medula é hipoplásica.

 

 

O sangue medular é também indispensável para a realização dos estudos citogenéticos. A identificação de anomalias citogenéticas permite apoiar ou confirmar o diagnóstico e dá-nos também informações sobre o prognóstico da doença. Uma das doenças (a síndrome 5q-), que compõe esta síndrome, caracteriza-se por ter anomalias ao nível do cromossoma 5. Tem menor probabilidade de evoluir para leucemia e melhor prognóstico. Trata-se de um dos subtipos em que é possível uma terapêutica individualizada, pelo que há toda a vantagem em identificá-lo.

 

Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a biópsia

1

Que tipo de biópsia irei fazer? Porquê?
2 Onde vou fazer a biópsia? Tenho que ir ao Hospital?
3 Quanto tempo vai demorar a biópsia? Estarei acordado? Vai doer? Serei anestesiado? Qual será o tipo de anestesia?
4 Há riscos associados a este exame? Quais são as probabilidades de haver infecção ou perda de sangue, depois deste procedimento?
5

Quando irei saber os resultados?

6 Se eu tiver um cancro, quem irá falar comigo acerca dos próximos passos a seguir? Quando?

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