Qual o papel da imunoterapia no tratamento do cancro colo-rectal?


 

A imunoterapia, também chamada terapêutica biológica, recorre à capacidade natural do nosso organismo para combater o cancro, através do sistema imunitário (sistema de defesa natural do organismo).

O aumento do conhecimento acerca dos genes humanos, responsáveis pelo crescimento das células tumorais, abriu uma nova etapa no tratamento do cancro.

Uma nova abordagem dirigida ao tratamento do cancro, envolve a utilização de anticorpos monoclonais - proteínas sintéticas (produzidas em laboratório) preparadas expressamente para atingir determinadas células tumorais, específicas.

Adicionalmente, pensa-se que este tipo de terapêutica possa estimular o sistema imunitário para destruir as células tumorais.

Dada a sua especificidade, e sendo uma terapêutica com um alvo muito específico, só atinge as células tumorais com essas características, não actuando nas células sãs; como consequência positiva, os efeitos secundários são, habitualmente, de natureza ligeira.

A maioria dos tratamentos com imunoterapia são administrados por via endovenosa e a terapêutica biológica circula através da corrente sanguínea, ou seja, de forma sistémica. Habitualmente é administrada em consultórios médicos, clínicas ou hospitais, em regime ambulatório (não requer internamento).

 

 

Quais os principais efeitos secundários da imunoterapia?


Regra geral, os principais efeitos adversos associados à imunoterapia são o aparecimento de erupção cutânea no local da injecção, bem como sintomas de tipo gripal, como febre, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, fadiga, fraqueza e náuseas. Regra geral, estes efeitos têm menor intensidade depois do primeiro tratamento.

A terapêutica biológica pode, no entanto, causar efeitos secundários mais graves, como alterações da pressão arterial, problemas respiratórios ou cardíacos, a curto ou médio prazo.

Antes de iniciar cada sessão de tratamento, o médico deverá verificar se há problemas cardíacos ou pulmonares que possam impedir a continuidade do tratamento.

Durante o tratamento, o médico deverá estar atento a sinais ou sintomas de problemas cardíacos ou respiratórios para que, em caso de necessidade, possa haver intervenção imediata.

 

 

Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a terapêutica sistémica

1

Porque é que preciso de fazer este tratamento?
2 Que tratamentos / medicamentos vou tomar? Qual o seu efeito?
3 Quando irei iniciar o tratamento? Quando termina?
4 Quais os benefícios esperados do tratamento? Como vamos saber se o tratamento está a ser eficaz?
5

Quais os riscos e possíveis efeitos secundários deste tratamento? O que posso fazer relativamente a essa questão? Quais os efeitos secundários que deverei partilhar consigo?

6 Deverei fazer um registo detalhado dos efeitos que sentir? Poderá haver efeitos secundários a longo prazo?
7 Onde irei fazer o tratamento? Serei capaz de voltar para casa pelos meus próprios meios? Vou precisar de ficar no hospital?
8 Como é que o tratamento vai afectar as minhas actividades normais?
9 Acha que seria adequado participar num ensaio clínico?
10 Que cuidados terei que ter, depois dos tratamentos?

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