

Qual o papel da quimioterapia no tratamento do cancro colo-rectal?
A quimioterapia consiste na utilização de fármacos para tentar matar as células cancerosas.
| A quimioterapia pode ser constituída por um único fármaco ou por uma associação de fármacos, sendo esta última opção a mais vulgar. Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia. Em qualquer dos casos, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo - terapêutica sistémica. Em geral, a quimioterapia é administrada por ciclos de tratamento, repetidos de acordo com um esquema específico que varia consoante a situação. O tratamento pode ser feito durante um ou mais dias, a que se deverá seguir um período de descanso para recuperação, que pode durar vários dias ou mesmo semanas, antes da sessão de tratamento seguinte. |
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A maioria das pessoas com cancro faz quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, há alguns casos em que é necessário ficar no hospital, durante a quimioterapia.
A quimioterapia é administrada com o intuito de atingir e eliminar as células cancerosas; no entanto, também pode afectar as células normais, o que pode levar ao aparecimento de efeitos secundários.
Quais os principais efeitos secundários da quimioterapia?
Os efeitos secundários da quimioterapia dependem, sobretudo, dos fármacos e das doses utilizadas. Em geral, os fármacos anti-neoplásicos afectam, essencialmente, as células de divisão rápida, designadamente:
Células sanguíneas: estas células são fundamentais para "combater" as infecções, para "ajudar" o sangue a coagular e para transportar oxigénio a todo o organismo. Quando as células sanguíneas são afectadas e começam a ser insuficientes, a probabilidade de contrair infecções, fazer "nódoas negras" (hematomas) ou sangrar facilmente, sentir fadiga e fraqueza, aumenta.
Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar queda do cabelo e dos pêlos corporais. No entanto, regra geral este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e "textura" diferentes.
Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios. Muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicação.
Alguns fármacos anti-neoplásicos podem afectar a fertilidade (possibilidade de ter filhos) feminina e masculina.
No caso das mulheres, se os ovários deixarem de produzir hormonas como, por exemplo, os estrogénios, podem surgir sintomas de menopausa: afrontamentos e secura vaginal; os períodos menstruais podem tornar-se irregulares ou mesmo parar, causando infertilidade, ou seja, incapacidade para engravidar. Se tiver 35 anos ou mais, a infertilidade pode ser permanente. No entanto, se permanecer fértil durante a quimioterapia, poderá engravidar. Uma vez que se desconhecem os efeitos secundários da quimioterapia no feto, antes de iniciar o tratamento deverá falar com o seu médico sobre a utilização de métodos contraceptivos eficazes.
Os efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo, são raros. Ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco. Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, cancro nas células do sangue.
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Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a quimioterapia |
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1 |
Porque necessito deste tratamento? |
| 2 | Que fármaco, ou fármacos, me vão ser administrados? |
| 3 | Como funcionam os fármacos? |
| 4 | Quais são os benefícios esperados do tratamento? |
| 5 |
Quais são os riscos e possíveis efeitos secundários do tratamento? O que poderá ser feito para os minimizar? |
| 6 | Quando terá início o tratamento? Quando terminará? |
| 7 | De que forma irá o tratamento afectar as minhas actividades normais? |








