

Qual o papel da imunoterapia no tratamento do cancro da mama?
A imunoterapia, também chamada terapêutica biológica, recorre à capacidade natural do nosso organismo para combater o cancro, através do sistema imunitário.
O aumento do conhecimento acerca dos genes humanos, responsáveis pelo crescimento das células tumorais, abriu uma nova etapa no tratamento do cancro da mama.
Uma nova abordagem dirigida ao tratamento do cancro da mama, envolve a utilização de anticorpos monoclonais – proteínas sintéticas (produzidas em laboratório) preparadas expressamente para atingir determinadas células tumorais, específicas.
No cancro da mama HER2 positivo (sub-tipo de cancro da mama mais agressivo), existe um anticorpo monoclonal que actua bloqueando a função dum gene tumoral específico - gene HER2.
Adicionalmente, pensa-se que este tipo de terapêutica possa estimular o sistema imunitário para destruir as células tumorais.
Dada a sua especificidade, e sendo uma terapêutica com um alvo muito específico, só atinge as células tumorais com essas características, não actuando nas células sãs; como consequência positiva, os efeitos secundários são, habitualmente, de natureza ligeira.
Quais os principais efeitos secundários da imunoterapia?
No tratamento do cancro da mama HER2 positivo (20-30% de todos os casos de cancro da mama), existe um tratamento específico com um anticorpo monoclonal (uma substância produzida em laboratório mas, em tudo, semelhante aos anticorpos que existem no nosso organismo e que têm um papel fundamental no sistema imunitário).
Os efeitos secundários mais frequentes, durante o primeiro tratamento, são febre e arrepios. Outros efeitos possíveis são dor, fraqueza, náusea, vómitos, diarreia, dor de cabeça, dificuldade respiratória e erupções cutâneas. Podem, ainda, surgir problemas cardíacos que, em alguns casos, podem levar a insuficiência cardíaca. Embora não seja frequente, também os pulmões podem ser afectados, provocando problemas respiratórios que podem necessitar de cuidados médicos imediatos.
Regra geral, estes efeitos secundários têm menor intensidade depois do primeiro tratamento.
Antes de iniciar cada sessão de tratamento, o médico deverá verificar se há problemas cardíacos ou pulmonares que possam impedir a continuidade do tratamento.
Durante o tratamento, o médico deverá estar atento a sinais ou sintomas de problemas cardíacos ou respiratórios para que, em caso de necessidade, possa haver intervenção imediata.
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Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a terapêutica sistémica |
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Porque é que preciso de fazer este tratamento? |
| 2 | Que tratamentos / medicamentos vou tomar? Qual o seu efeito? |
| 3 | Se preciso de tratamento hormonal, será melhor tomar medicamentos ou fazer uma cirurgia (para remoção dos ovários)? |
| 4 | Quando irei iniciar o tratamento? Quando termina? |
| 5 | Quais os benefícios esperados do tratamento? Como vamos saber se o tratamento está a ser eficaz? |
| 6 | Quais os riscos e possíveis efeitos secundários deste tratamento? O que posso fazer relativamente a essa questão? Quais os efeitos secundários que deverei partilhar consigo? |
| 7 | Deverei fazer um registo detalhado dos efeitos que sentir? Poderá haver efeitos secundários a longo prazo? |
| 8 | Onde irei fazer o tratamento? Serei capaz de voltar para casa pelos meus próprios meios? Vou precisar de ficar no hospital? |
| 9 | Como é que o tratamento vai afectar as minhas actividades normais? |
| 10 | Acha que seria adequado participar num ensaio clínico? |
| 11 | Que cuidados terei que ter, depois dos tratamentos? |
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