O que é o cancro da mama?


 

divisão de células

O nosso organismo é constituído por muitos milhões de células que se reproduzem pelo processo de divisão celular. Em condições normais, este é um processo ordenado e controlado, responsável pela formação, crescimento e regeneração de tecidos saudáveis do corpo.

 

No entanto, algumas vezes as células perdem a capacidade de limitar e comandar o seu próprio crescimento passando, então, a dividir-se e multiplicar-se muito rapidamente e de forma aleatória.

Estas alterações aumentam com a idade e por isso o cancro é mais frequente em idades mais avançadas.

Como consequência desse processo de multiplicação e crescimento desordenado das células, ocorre um desequilíbrio na formação dos tecidos do corpo, no referido local, formando o que se conhece como tumor.

O cancro da mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário.

Quando as células tumorais “entram” nos vasos linfáticos ou nos vasos sanguíneos, passam à circulação, disseminam-se e poderão "colonizar" outros órgãos, mesmo à distância – metástases.

 

 

 

 

Quando não é diagnosticado a tempo, o tumor pode “espalhar-se” (metastizar) pelo organismo, tornando o seu “combate” bastante mais complexo.

É muito importante estarmos conscientes que o cancro da mama, se for detectado e diagnosticado “a tempo” (numa fase inicial), apresenta uma taxa de cura de superior a 90%.

Na segunda metade do século XX, a taxa de incidência (número de novos casos, num dado período) do cancro da mama tem vindo a aumentar, sobretudo nos chamados países desenvolvidos.
Também pode atingir os homens mas é muito mais raro (1 homem para cada 100 mulheres com cancro da mama).

Regra geral, o cancro da mama é um tumor de evolução lenta, pode ser detectado, através da mamografia, em fases iniciais de desenvolvimento, em estadio precoce, antes de ser palpável.



Os cancros da mama são todos diferentes: têm características específicas, bem como “comportamento” e evolução diferentes, de pessoa para pessoa.

Esta diferença de pessoa para pessoa e de cancro para cancro, tem entusiasmado os cientistas pois cada vez mais a procura de um tratamento para cada caso (tailored treatment) para ser a abordagem mais promissora. Actualmente, está em estudo uma nova classificação molecular do cancro da mama, definida de acordo com a presença ou ausência de determinadas características e/ou factores genéticos e moleculares.

Em função destas características específicas, os tratamentos disponíveis para cada tipo de cancro da mama poderão ser ainda mais específicos.

Se tem ou teve cancro da mama não esqueça que as comparações com outras situações que lhe pareçam semelhantes não lhe darão informação adicional válida. Os tratamentos que fez foram pensados para si e não para todas as mulheres com cancro da mama. Se tiver dúvidas fale com o seu médico.

 

 

Classificação molecular

 

 

O cancro da mama é uma das doenças com maior impacto na nossa sociedade, não só por ser frequente e, muitas vezes, associada a uma imagem de gravidade, mas essencialmente porque atinge e agride um órgão cheio de simbolismo, na maternidade e na feminilidade.

O cancro da mama pode ter cura!


Aproximadamente 90% dos cancros da mama são curáveis, se forem detectados “a tempo” (na fase inicial) e tratados correctamente.

É aqui que começa o importante “papel” de cada um de nós: se estivermos atentos a toda e qualquer alteração que surja no nosso corpo, nomeadamente nas mamas, e falarmos desde logo com o médico, estaremos concerteza a apostar na detecção precoce do cancro da mama.

A detecção precoce pode fazer toda a diferença!

 

 

Quais os tipos de cancro da mama existentes?



É importante conhecer alguns dos termos utilizados para descrever os diferentes tipos de cancros da mama: o tratamento e prognóstico variam de doente para doente e, ainda, em função do tipo de tumor.

A grande maioria dos tumores malignos da mama têm origem nos ductos ou nos lóbulos da mama, que são tecidos glandulares; como tal, são denomimados adenocarcinomas. Os dois tipos mais frequentes são o carcinoma ductal e o carcinoma lobular.

O termo in-situ define o cancro da mama precoce, quando se encontra limitado aos ductos ou aos lóbulos, sem que haja invasão dos tecidos mamários vizinhos ou de outros órgãos.

 

Carcinoma ductal in-situ (CDIS): é o tumor não invasivo da mama mais frequente. Praticamente todas as mulheres com CDIS podem ser curadas. A mamografia é o melhor método para diagnosticar o cancro da mama, nesta fase precoce.

 



Carcinoma lobular in-situ (CLIS): embora não seja um verdadeiro cancro, o CLIS é, por vezes, classificado como um cancro da mama não invasivo. Muitos médicos acreditam que o CLIS não se transforma num carcinoma invasivo mas, as mulheres com este tipo de cancro, têm maior risco de desenvolver cancro da mama invasivo.

 


Carcinoma ductal invasivo (CDI): este é o tipo de cancro da mama invasivo mais frequente. Chama-se invasivo não porque se tenha espalhado pelo resto do corpo mas porque e invade os tecidos vizinhos, na mama. Nesta fase, pode disseminar-se através dos vasos linfáticos ou do sangue, atingindo outros órgãos. Aproximadamente 80% dos cancros da mama invasivos são carcinomas ductais.


Carcinoma lobular invasivo (CLI): À semelhança do CDI, pode disseminar-se (metastizar) para outras partes do corpo. Aproximadamente 10% dos cancros da mama invasivos são carcinomas lobulares. É diferente do carcinoma ductal porque se vê pior na mamografia e mais vezes tem vários focos (mais do que um nódulo) na mama. Utiliza-se neste tipo de cancro mais vezes a ressonância magnética da mama para melhor caracterização.


Carcinoma inflamatório da mama: este é um cancro agressivo mas pouco frequente; corresponde a cerca de 1-3% de todos os cancros da mama. Associado ao carcinoma que pode ser de qualquer tipo aparecem sinais inflamatórios da mama (mama vermelha e quente).


Outros tipos de cancro da mama mais raros: o carcinoma medular, o carcinoma mucinoso, o carcinoma tubular entre outros.

 

 

Células

 

Nenhum dos aspectos descritos previamente, tipo e grau histológico, isoladamente define o prognóstico do cancro da mama. Outros factores são também muito importantes e a considerar.

 

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