

O que é um recidiva (ou recorrência) do cancro da mama?
Quando se fala em "recidiva", "recorrência" ou "progressão" do cancro da mama, significa que o cancro da mama voltou a "aparecer", com sinais e/ou sintomas, mesmo depois de ter sido "tratado" anteriormente.
O tratamento das recidivas de cancro da mama depende, essencialmente, da sua localização e extensão, bem como do tipo de tratamento anterior.
Por exemplo, se no passado foi efectuada uma cirurgia conservadora da mama, e a recidiva do cancro é apenas ao nível da mama, e em mais nenhum local, agora poderá ser feita uma mastectomia. Nestes casos, há uma forte probabilidade da doença não voltar a surgir, noutro local do organismo.
Se houver recidiva do cancro da mama noutras partes do organismo - metastização à distância - o tratamento pode envolver diferentes opções terapêuticas, como a quimioterapia com imunoterapia ou com hormonoterapia (se os receptores hormonais forem positivos).
Nos casos de metastização à distância, a radioterapia pode, essencialmente, ajudar a controlar sintomas de metástases nos ossos e pode ainda ajudar a controlar aa metastização cerebral.
O que são cuidados paliativos?
Em algumas situações, recorre-se apenas aos "cuidados paliativos", cujo objectivo já não é curar o cancro, mas sim aliviar os sintomas da doença e melhorar a qualidade de vida da pessoa com cancro, através do controlo e diminuição da dor, do alívio dos efeitos secundários dos tratamentos, como as náuseas, os vómitos e outros sintomas, claramente incomodativos no dia-a-dia de uma pessoa com cancro. Estes tratamentos – tratamentos de suporte – podem ser utilizados em simultâneo com outros tratamentos para o cancro, cujo objectivo será tentar desacelerar a progressão da doença.
Os cuidados paliativos ajudam a pessoa globalmente a encarar esta fase difícil da doença.
Para perceber melhor o que são cuidados paliativos ou esclarecer qualquer dúvida, visite o site da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos
Poderei participar em ensaios clínicos que estejam a decorrer?
Os ensaios clínicos, em oncologia, são estudos de investigação realizados em voluntários, cujo objectivo é estudar novas abordagens no tratamento do cancro e prevenir a sua recorrência.
Os ensaios clínicos são uma opção importante para muitas pessoas com cancro.
As pessoas com cancro que participam em ensaios clínicos, têm a possibilidade de, em primeira-mão, poder beneficiar de novos tratamentos que já se mostraram promissores, nas etapas anteriores da investigação.
Actualmente existem ensaios clínicos em todos os estadios do cancro da mama; a possível participação em ensaios que estejam a decorrer poderá ser equacionada e discutida com o médico.
Como será a recuperação do cancro da mama?
Em todas as etapas da doença, é importante manter uma atitude positiva: tudo será mais fácil de ultrapassar!
O período de recuperação das doentes em tratamento é muito importante e varia de acordo com as características individuais, com a extensão da doença e o tratamento recebido. Este período começa imediatamente após a cirurgia e, se até aqui podia haver o receio do que iria acontecer, dos tratamentos, da cirurgia à mama… a partir deste momento, o importante é assegurar que tudo corre bem durante a fase seguinte - a recuperação.
Se fez um esvaziamento axilar terá que iniciar, sob orientação de um fisioterapeuta os exercícios necessários à recuperação precoce do membro.
Se fez reconstrução mamária terá também que ser orientada por um fisioterapeuta para que o resultado seja o melhor possível.
Se realizou uma mastectomia, a utilização de soutien e prótese externa adequada irá fazê-la sentir-se melhor física e psicologicamente.
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Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a reconstrução da mama |
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Qual é a informação mais recente acerca da segurança dos implantes de silicone para a mama?a? |
| 2 | Que tipo de cirurgia me trará melhores resultados? Como será o meu aspecto, depois da reconstrução? |
| 3 | Quando poderei fazer a reconstrução da mama? |
| 4 | De quantas cirurgias necessitarei? |
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Quais são os riscos durante a cirurgia? E depois? |
| 6 | Ficarei com cicatrizes? Onde? Que aspecto terão? |
| 7 | Se for usada pele, músculo e gordura, de outra parte do meu corpo, ficarei com alterações permanentes, no local de onde o tecido foi removido? |
| 8 | Que actividades deverei evitar? Quando poderei voltar às minhas actividades normais? |
| 9 | Irei precisar de consultas de acompanhamento (ou follow-up)? |
| 10 | Quanto custará a reconstrução? O meu seguro irá pagar a reconstrução? |
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