

Qual a estrutura normal da mama?

As mamas são glândulas secretoras e estão situadas diante dos músculos peitorais que, por sua vez, cobrem as costelas.
A mama feminina é constituída por lóbulos, ductos e estroma. Cada mama encontra-se dividida em 15 a 20 secções, os chamados lobos. Por sua vez, os lobos são constituídos por muitos lóbulos, mais pequenos; é aqui que se encontram as células que produzem o leite. O leite flui dos lóbulos, até ao mamilo, através de uns canais finos, os ductos – galactóforos.
Entre os lóbulos e separando a glândula da pele e da parede torácica está o estroma, constituído por tecido adiposo (gordura) e tecido conjuntivo que rodeia e suporta os ductos, lóbulos, vasos sanguíneos e linfáticos.
O mamilo situa-se no centro da aréola (habitualmente mais escura que o resto da pele da mama.
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As mamas podem ter tamanhos, formas e consistências variadas e, durante a vida, essencialmente dependentes das alterações hormonais que a mulher sofre ao longo da vida (idade,ciclo menstrual,gravidez, da menopausa) Para facilitar a localização das alterações observadas na mama é frequente a divisão em quatro partes (quadrantes) ;pode, ainda, ser utilizada a analogia com as horas, ou seja, “recorrendo aos ponteiros do relógio” para identificar um tumor. |
| A mama tem, ainda, vasos sanguíneos que transportam o sangue e vasos linfáticos, que transportam a linfa. Os vasos linfáticos terminam nos gânglios linfáticos (órgãos pequenos e arredondados). Na região da mama, existem vários grupos de gânglios linfáticos: nas axilas (debaixo do braço), acima da clavícula e no peito (atrás do esterno); existem, ainda, gânglios linfáticos em muitas outras partes do corpo. A principal função dos gânglios linfáticos é "prender" e reter “substâncias estranhas” ao nosso organismo que circulem no sistema linfático, como as bactérias, as células cancerosas ou outras substâncias estranhas. Funcionam como se fossem pequenos filtros. Quando as células de cancro da mama entram no sistema linfático, podem ser encontradas nos gânglios linfáticos na região da mama (gânglios regionais) e detectadas através de exames específicos. |
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Quais as mudanças que ocorrem, ao longo da vida, na mama normal?
Desde o início da puberdade e durante toda a vida, a mama está em constante mudança.
Conhecendo estas mudanças, a mulher poderá reconhecer qualquer alteração que surja (espessamento ou nódulo), sempre que faça o auto-exame da mama.
Puberdade: o crescimento das mamas, que começa antes do ínicio da menstruação, é controlado pelas hormonas femininas.
Ciclo menstrual: sob a influência das hormonas femininas, as mamas, na semana antes da menstruação, aumentam de volume por acumulação de líquidos; podem, assim, aparecer nódulos que diminuem ou desaparecem na semana seguinte à menstruação.
Gravidez: durante o período da gravidez, as mamas tornam-se mais tensas e aumentam de volume. Depois da amamentação, regra geral as mamas voltam ao seu volume normal.
Menopausa: nesta fase do ciclo hormonal feminino, as glândulas mamárias começam a reduzir de tamanho - início da menopausa. O tecido fibroso que suporta as mamas torna-se menos duro e, nas mulheres mais velhas, as mamas tornam-se menos firmes e, por vezes, "caídas".
Mudanças no peso corporal: tendo em conta que as mamas contêm uma quantidade elevada de gordura, podem ocorrer mudanças significativas, conforme se aumenta ou diminui de peso.
Quais as principais alterações funcionais benignas da mama?
Estas alterações caracterizam-se por dor e espessamento ("endurecimento" mamário, ou “durão”) que, regra geral, piora no período pré-menstrual e tem um carácter cíclico.
Surgem depois da adolescência, tendem a melhorar com a gestação (gravidez) e lactação, e desaparecem na menopausa.
Estas alterações são benignas; a probabilidade de uma mulher com alterações funcionais benignas da mama vir a ter um cancro da mama é semelhante à das outras mulheres, ou seja, não aumenta o risco de cancro da mama.
A dor mamária é comum na mulher moderna, provavelmente devido à acção hormonal contínua dos estrogénios (hormona feminina) produzidos pelos ovários, em pessoas que engravidam tarde, poucas vezes e quase não amamentam.
O que é um fibroadenoma?
O fibroadenoma é um nódulo (tumor) de origem e evolução benigna mais comum da mama.

É muito frequente em mulheres após os 20 anos e pode ser múltiplo e bilateral. Podem manter-se toda a vida na mama (se não forem retirados) ainda que alguns desapareçam completamente na menopausa.
Muitas vezes o fibroadenoma provoca alguma ansiedade sobretudo pelo receio que possa ser não uma alteração benigna mas um cancro, ou ainda pelo facto (não verídico) de poder aumentar o risco de cancro da mama ou de evoluir de lesão benigna para maligna.
No exame clínico da mama, o fibroadenoma é um tumor duro, móvel (salta muitas vezes debaixo dos dedos), bem definido e bem delimitado, não doloroso, não aderente (não está fixo) ao tecido que o rodeia, e tem um tamanho médio mais frequente de 2 a 3 centímetros. Na maioria dos casos quando é palpável é descoberto no auto-exame. tanto pelo médico como pela mulher.
Tendo em conta que o fibroadenoma "responde" às alterações hormonais da mulher, que ocorrem durante o ciclo menstrual, pode aumentar de tamanho e ficar doloroso, na fase antes da menstruação.
O diagnóstico "certo" de fibradenoma é feito através de uma biópsia do nódulo e respectivo exame e análise anátomo-patológica. No entanto nem todos têm necessidade de biopsia.
Um nódulo de fibroadenoma pode sempre ser removido, ainda que seja de evolução benigna. Tal significa que, se tiver um fibroadenoma, poderá optar pela sua remoção, depois de discutir essa possibilidade com o seu médico ou, por outro lado, ficar apenas em "observação", com exames regulares de controlo do nódulo.
O que é um quisto?
Os quistos na mama, são pequenos "sacos" cheios de líquido que se desenvolvem no tecido mamário.
Os quistos aparecem, naturalmente, com as alterações que ocorrem na mama, nomeadamente com a idade; são mais comuns em mulheres com idade entre os 35 anos e o início da menopausa.
Junto à superfície, os quistos são macios; no entanto, mais profundamente no tecido mamário tornam-se massas duras. Os quistos podem desenvolver-se em qualquer parte da mama, embora sejam encontrados com maior frequência na metade superior. Algumas mulheres sentem algum desconforto, ou mesmo dor, com os quistos. Raramente aparece só um, ou seja são mais vezes múltiplos. Os tamanhos são pouco importantes, a não ser pelo desconforto que possam provocar.








