

Quais os factores de risco para ter cancro da próstata?
Porque é que umas pessoas têm cancro da próstata e outras não? Esta continua a ser a questão que os médicos não conseguem explicar totalmente!
No entanto, a investigação tem demonstrado que há determinados factores que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver cancro da próstata, quando a eles exposta, o chamado factor de risco. No entanto, há pessoas que têm 1 ou mais factores de risco e não têm a doença, e outras que têm a doença e nas quais não se conhecem factores de risco.
Porque é que os factores apresentados são considerados factores de risco?
Idade: o factor de risco mais importante para vir a ter cancro da próstata é o envelhecimento.
Sendo o cancro uma doença dos tecidos e órgãos, à medida que estes vão envelhecendo, aumenta a probabilidade de "aparecer" o cancro, reforçando uma expressão cada vez mais ouvida, de que o cancro deverá ser considerado como uma doença crónica que acompanha o envelhecimento.
Efectivamente, grande parte dos diferentes tipos de cancro surge em pessoas com mais de 65 anos, tal como acontece com o cancro da próstata. Efectivamente, este tipo de cancro é pouco vulgar em homens com menos de 40 anos. Dois em cada 3 cancros da próstata encontram-se em homens com mais de 65 anos.
História familiar de cancro: algumas alterações que podem aumentar o risco de ter cancro, passam de pais para filhos: são as chamadas alterações genéticas.
Se o seu pai ou irmãos têm ou tiveram cancro da próstata, significa que apresenta risco aumentado para este tipo de cancro, que pode ser duplo em relação à população em geral, ou ainda maior se houver vários familiares envolvidos, particularmente nos casos em que o diagnóstico foi feito em idades jovens.
Existem várias alterações genéticas já identificadas e que são responsáveis por vários tipos de cancro, como é o caso do BRCA1 e BRCA2, que aumentam o risco de cancro da mama e ovário, na mulher; pensa-se que estes genes também podem aumentar o risco de cancro da próstata, no homem, mas numa pequena percentagem de casos.
Outro gene já identificado é o chamado Gene 1 do Cancro da Próstata Hereditário (HPC1).
Nacionalidade: este tipo de cancro é mais comum nos Estados Unidos, Europa ocidental, Austrália e Caraíbas; é menos frequente na Ásia, África, América Central e América do Sul. Os motivos para tal não são claros mas pensa-se que a maior taxa de diagnóstico nos países mais desenvolvidos, e os diferentes estilos de vida, podem contribuir para estas diferenças.
Alterações da próstata: se houver células anómalas (com aspecto anormal, quando observadas ao microscópio), responsáveis pela neoplasia intraepitelial da próstata (PIN) de grau elevado, pode apresentar risco aumentado de desenvolver cancro da próstata.
Raça: o cancro da próstata é mais comum em homens de raça negra do que de raça branca (caucasiana), incluindo os hispânicos; é menos comum entre homens asiáticos e índios americanos.
Alimentação: alguns estudos sugerem que, se tem uma dieta pobre e pouco variada, rica em gordura animal ou carne, tem um risco aumentado para cancro da próstata.
Obesidade, exercício, inflamação ou infecção da próstata: estes factores não estão claramente relacionados com o risco de cancro da próstata.
Vasectomia (cirurgia para cortar ou "selar" os canais através dos quais o esperma sai dos testículos): não está claramente relacionada com o risco de cancro da próstata.
É importante conhecer e estar consciente dos principais factores de risco já identificados; no entanto, mesmo na presença de alguns destes factores, pode nunca vir a desenvolver cancro da próstata!
Não hesite em falar com o seu médico, sempre que tenha dúvidas sobre qualquer tipo de cancro ou se pensa apresentar risco aumentado para cancro da próstata.






