

O que é o cancro da próstata?
Na próstata encontram-se vários tipos de células; no entanto, a maioria dos cancros - 99%, desenvolve-se nas células glandulares, que são aquelas que segregam o flúido prostático e chamam-se adenocarcinomas.
Existem outros tipos de cancro na próstata, mas são muito raros (sarcomas, carcinomas de pequenas células, carcinomas de epitélio de transição); como tal, aqui iremos apenas falar do adenocarcinoma.
Na maioria das vezes, o cancro da próstata cresce lentamente; estudos efectuados mostram que, aos 80 anos, 70 a 80% dos homens tem cancro da próstata, muitos deles sem sintomas e sem terem sido diagnosticados.
Quando o cancro da próstata se dissemina, ou seja, metastiza para fora da próstata, as células cancerosas são, muitas vezes, encontradas nos gânglios linfáticos vizinhos. Se o cancro atingiu estes gânglios, é provável que as células cancerosas tenham metastizado através do sistema linfático, para outros gânglios linfáticos, para os ossos ou para outros órgãos.
Pode haver alterações celulares benignas e pré-malignas na próstata?
Para que possa ser feito o diagnóstico de um cancro, é necessário fazer uma biópsia, ou seja, recolher uma amostra do tumor e proceder à sua análise; só a análise do tecido tumoral - estudo anatomopatológico - permite determinar e concluir se a lesão corresponde, ou não, a cancro.
Existem diferentes tipos de alterações benignas das células, entre as quais a hiperplasia que, na próstata, é frequente depois dos 50 anos.
A hiperplasia corresponde ao aumento do número de células, que se dividem mais rapidamente do que o habitual, no tecido de uma área específica.
A hiperplasia benigna da próstata (HBP) corresponde ao crescimento anormal de células prostáticas benignas. Nesses casos, a próstata aumenta de volume e exerce pressão contra a uretra e bexiga, interferindo com o fluxo normal de urina.

A HBP é um problema muito comum, embora seja benigno. A maioria dos homens, com mais de 50 anos, apresentam sintomas de HBP. Para alguns homens, os sintomas tornam-se tão graves que necessitam de tratamento.
Muitos médicos acreditam que o cancro da próstata pode começar com uma lesão pré-cancerosa, chamada neoplasia intraepitelial prostática (PIN); nesta situação, as células da próstata apresentam algumas alterações, mas ainda não são invasivas. A PIN pode ser de baixo grau, se as células ainda são quase normais, ou de alto grau, se as células já têm muitas alterações. Os doentes que têm PIN de alto grau têm cerca de 20% de probabilidade de ter cancro e, por isso, devem ter uma vigilância médica apertada; se necessário, devem repetir a biópsia, especialmente nos casos em que a biópsia inicial não tinha amostras de todas as partes da próstata.
Pode, também, aparecer na biópsia, a chamada pequena proliferação acinar atípica (ASAP) ou simplesmente "atípia". Nestes casos, a probabilidade de haver cancro é de aproximadamente 40 a 50%. Muitos médicos recomendam a repetição da biópsia a curto prazo.
Outra situação que pode encontrar-se na biópsia, é a chamada atrofia inflamatória proliferativa (AIP), que alguns investigadores pensam poder evoluir para cancro, quer directamente quer através da PIN.






