

Qual o papel da radioterapia no tratamento do cancro da próstata?
A radioterapia (tratamento com radiações), recorre à utilização de raios altamente energéticos ou de partículas, para eliminar as células tumorais.
A radioterapia é um tratamento local.
No cancro da próstata em estadio inicial, a radioterapia pode ser o tratamento primário, em vez da cirurgia; no entanto, também pode ser usada após a cirurgia, para destruir quaisquer células tumorais que possam ter ficado na região tumoral. Em estadios avançados, a radioterapia pode ser utilizada com intuito paliativo, ou seja, para ajudar a aliviar a dor.
Para tratar o cancro da próstata, os médicos podem recorrer a dois tipos de radioterapia:

Radiação externa: neste caso, a radiação provém de uma máquina emissora e a administração é sempre feita num hospital ou clínica, em regime de ambulatório. Regra geral, os tratamentos são realizados durante 5 dias por semana, durante várias semanas (5 a 7 semanas).
Alguns doentes com cancro da próstata fazem radiação conformacional tri-dimensional. Este tipo de radioterapia incide mais directamente no tumor, poupando o tecido normal.

Radiação interna (radiação por implante ou braquiterapia): a radiação provém de material radioactivo contido em sementes, agulhas ou finos tubos de plástico colocados directamente no local do tumor, ou perto deste. Para fazer radiação por implante, regra geral a pessoa fica internada no hospital. Os implantes permanecem no local durante vários dias, sendo retirados antes de a pessoa "ter alta" e ir para casa.
Alguns doentes precisam de fazer os dois tipos de radioterapia, externa e interna.
Pode, ainda, utilizar-se a radiação sistémica; neste caso, a radiação provém de um líquido ou de cápsulas, contendo material radioactivo, que circula em todo o organismo. A pessoa engole o líquido ou as cápsulas ou, em alternativa, o tratamento é administrado através de uma injecção. Este tipo de radiação pode ser usado para tratar o tumor ou para controlar a dor provocada pela metastização do cancro, por exemplo, para os ossos. Actualmente, só alguns tipos de cancro são tratados desta forma.
Quais os principais efeitos secundários da radioterapia?
Os efeitos secundários da radioterapia dependem da dose e do tipo de radiação, bem como da região a ser tratada.
Durante a radioterapia, poderá sentir cansaço, particularmente nas últimas semanas de tratamento. O repouso é importante, embora os médicos recomendem aos doentes que se mantenham activos, na medida do possível.
Problemas na pele
A pele, na área tratada, pode tornar-se avermelhada, seca e sensível. No fim do tratamento, a pele poderá apresentar um aspecto húmido; é importante expor a zona afectada ao ar, tanto quanto possível, para ajudar a pele a sarar. Também é importante a utilização de produtos suaves na pele; como tal, deve perguntar ao seu médico quais os produtos mais adequados, antes de usar quaisquer desodorizantes, loções ou cremes, na área tratada. Poderá, também, perder os pêlos nessa zona; esta perda pode ser temporária ou permanente, dependendo da dose de radiação. Os efeitos da radioterapia na pele são temporários. A região tratada irá voltar ao normal, gradualmente, assim que o tratamento terminar. No entanto, podem ocorrer alterações prolongadas da cor da pele.
Problemas gastro-intestinais
Podem existir náuseas e vómitos, embora pouco frequentes. A diarreia é o efeito mais frequente durante o tratamento mas, na maioria dos casos, resolve-se no final do tratamento. Em cerca de 10 a 20% dos casos, permanecem ao longo do tempo algum desconforto intestinal e, em alguns casos raros, uma inflamação persistente ao nível da parte terminal do intestino, enterite e/ou rectite radiógena. Com as modernas técnicas de radioterapia, estes efeitos tendem a ser muito raros.
Problemas urinários
Pode haver necessidade de urinar com mais frequência, pode ter uma sensação de queimadura quando urina, pode haver presença de sangue na urina e incontinência. Normalmente, estes problemas resolvem-se com o fim do tratamento embora, por vezes, a frequência em urinar e a incontinência possam persistir.
Problemas de disfunção sexual
A impotência sexual após alguns anos, tem uma taxa idêntica à da cirurgia. Normalmente, desenvolve-se durante o primeiro ano após o tratamento, ao contrário da cirurgia, em que é imediata. Este problema pode ser minimizado pelos tratamentos disponíveis, pelo que deve sempre aconselhar-se com o seu médico.
Linfedema
É a acumulação de líquido nos órgãos genitais e na região perineal (inchaço); situação rara, mas que pode acontecer quando os gânglios linfáticos são irradiados.
Os efeitos atrás referidos (intestinais, urinários e sexuais) acontecem na radioterapia externa e também na interna (braquiterapia), embora nesta última sejam, habitualmente, menos frequentes.
Se ocorrerem efeitos secundários graves, poderá ter de suspender o tratamento.
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Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a radioterapia |
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1 |
Porque é que preciso de fazer este tratamento? |
| 2 | Que tipo de radioterapia farei? |
| 3 | Quais são os benefícios, riscos e efeitos secundários deste tratamento? Irá afectar a minha pele? |
| 4 | Poderá haver efeitos a longo prazo? |
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Quando será iniciado o tratamento? Como iremos saber se o tratamento está a ser eficaz? Quando termina o tratamento? |
| 6 | Como irei sentir-me durante o tratamento? Vou conseguir deslocar-me pelos meus próprios meios para o tratamento? |
| 7 | Se tiver que ser internado num hospital, quanto tempo terei de internamento? |
| 8 | Que cuidados deverei ter antes, durante e após a radioterapia? |
| 9 | Posso continuar com as minhas actividades normais? |
| 10 | Com que frequência terei que fazer exames? |






