Quais os factores de risco para ter cancro do pulmão?



Porque é que umas pessoas têm cancro e outras não? Esta continua a ser a questão que ainda não se consegue explicar na totalidade!

 

No entanto, a investigação tem demonstrado que há determinados factores que aumentam a probabilidade de uma pessoa vir a desenvolver a doença. Chamam-se factores de risco.

 

Actualmente é aceite que o cancro é cada vez mais uma "doença crónica" que está muito ligada ao envelhecimento do organismo.

 

Muitos factores de risco para ter cancro do pulmão estão relacionados com o uso de tabaco:


Fumo de tabaco: Fumar é o principal factor de risco para cancro do pulmão. Cerca de 87%  das mortes por cancro do pulmão estão relacionadas com o tabaco. O risco de desenvolver cancro do pulmão nos fumadores é várias vezes superior ao dos não fumadores. Quanto maior a quantidade e o número de anos que se fuma, maior é o risco. A  profundidade da inalação do fumo também pode ter importância.. O fumo do tabaco contêm várias substâncias, chamadas carcinogéneos, que com o tempo vão danificando os pulmões, e levam ao aparecimento do cancro.  Parar de fumar antes de ter cancro ajuda a reduzir significativamente o risco, porque os pulmões danificados vão-se reparando gradualmente. Os não fumadores que  vivem com um fumador ou num ambiente de fumadores são chamados fumadores secundários, e têm um risco de vir a desenvolver a doença  cerca de 20 a 30% maior.

 

Se quiser deixar de fumar, consulte o seu médico; actualmente, já existem diversos medicamentos para esse efeito ou terapêuticas de substituição da nicotina, na forma de adesivo, pastilha elástica, rebuçado, spray nasal ou inalador.
 
Dado que o tabaco também é factor de risco para cancro de outros órgãos, deixar de fumar pode reduzir essa  probabilidade.

 

Radiações
Radão: O radão é um gás radioactivo, invisível e sem cheiro que resulta da degradação do urânio existente em  algumas rochas e solos de determinadas regiões.  Os dados mostram que é o segundo factor de risco mais importante nos fumadores e nos não fumadores parece ser o primeiro. Mesmo assim é muito inferior ao do tabaco.

 

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Asbetos (Amianto): asbestos são fibras derivadas de minerais que existem naturalmente em algumas rochas – como a sílica – e que são usados em certas indústrias. As fibras de asbestos  podem libertar-se e quando inaladas aumentam significativamente  o risco de cancro do pulmão. para 3 a 4 vezes mais. Este risco demonstrou-se na indústria da construção de navios, minas e de fabrico de amianto usado em fatos anti-fogo revestimentos e algumas peças automóveis como os travões.


Os trabalhadores devem usar o equipamento de protecção adequado e seguir as normas em vigor nas empresas.  Actualmente, na generalidade dos países há uma muito reduzida utilização destes produtos, que em muitos casos foram mesmo proibidos. Em algumas casas e edifícios públicos mais antigos ainda existem revestimentos anti-incêndio à base de amianto, mas que não se consideram perigosos a não ser quando são removidos durante obras de renovação, demolição ou por deterioração desse edifícios.

 

Os asbestos também estão muito relacionados com outro tipo de cancro, o mesotelioma pleural , que se origina na  membrana que envolve os pulmões.


Poluição: foi identificada, ainda que não esteja bem definida, a possível ligação entre o cancro do pulmão e a exposição a certos poluentes do ar, como os sub-produtos da combustão de combustíveis e outros elementos químicos como: arsénio, bretilium, cádmio, sílica, níquel.


História pessoal e familiar: uma pessoa que já tenha tido cancro do pulmão tem maior probabilidade de desenvolver um segundo cancro do pulmão do que as que nunca tiveram. Deixar de fumar, quando o cancro do pulmão é diagnosticado, pode diminuir a probabilidade de desenvolvimento de um segundo cancro do pulmão.

 

É importante referir ao seu médico todos e quaisquer dados clínicos familiares relevantes que existam na sua família, mesmo que essa informação possa parecer-lhe irrelevante.  Se pensa que pode apresentar risco aumentado para ter cancro, exponha essa preocupação ao seu médico. Desta forma, o seu médico poderá dizer-lhe como reduzir o risco e qual o melhor "calendário" para fazer exames regulares, de acordo com toda a informação que lhe der.

 


Envelhecimento: se considerarmos de forma genérica, o factor de risco mais importante para vir a ter cancro é o envelhecimento. Sendo o cancro uma doença dos tecidos e órgãos, à medida que estes vão envelhecendo, é mais provável que venha a “aparecer” o cancro. Efectivamente, grande parte dos diferentes tipos de cancro surge em pessoas com mais de 65 anos.

 

Dieta: não há dados seguros de que determinados hábitos alimentares tenham  influência positiva ou negativa no aparecimento de cancro do pulmão.

 

 


Ainda assim, é importante voltar a lembrar que:


  • Nem tudo provoca cancro!
  • O cancro não é causado por uma ferida, por um inchaço ou uma "pancada"!
  • O cancro não é contagioso: ninguém "apanha" cancro de outra pessoa!
  • Estar infectado com alguns vírus e/ou bactérias pode aumentar o risco de ter alguns tipos de cancro.
  • Se apresentar um ou mais factores de risco, não quer dizer que venha a ter cancro; a maioria das pessoas com factores de risco nunca irá desenvolver cancro.
  • Algumas pessoas são mais sensíveis aos factores de risco conhecidos do que outras.

 

É importante conhecer e estar consciente dos principais factores de risco já identificados para o aparecimento de cancro do pulmão; no entanto, mesmo na presença de alguns destes factores, pode nunca vir a desenvolver cancro!

 

Não hesite em falar com o seu médico, sempre que tenha dúvidas sobre qualquer tipo de cancro ou se pensa apresentar risco aumentado para determinado cancro.