Quais os exames de diagnóstico para o linfoma?


 

O acompanhamento médico regular de qualquer pessoa é essencial: só assim poderá ser estabelecido um plano individual e personalizado de consultas e possíveis exames a realizar.

 

Nesta etapa inicial, é muito importante haver envolvimento do seu médico do Centro de Saúde, tendo em conta que, regra geral, é aí que muitos casos são, ou deveriam ser, identificados.

 

Como tal, se o seu Clínico Geral identificar alguma alteração suspeita irá, então, dar continuidade ao processo, provavelmente através da realização de exames que permitam esclarecer a sua situação clínica. Se tal for necessário, irá remetê-la para outros médicos especialistas (ex: hematologista, oncologista).

 

Antes de haver quaisquer sinais ou sintomas, o médico poderá sugerir a realização de determinados exames, como sejam:

 

Exame físico

o médico irá observar se há alterações dos gânglios linfáticos no pescoço, axilas e virilhas; também poderão ser palpados o baço e fígado, para verificar se estão inchados. É importante o exame de todo o corpo para detectar outros possíveis sinais relacionados com a doença.

 

Análises sanguíneas

o laboratório faz a contagem de células sanguíneas, parâmetro que pode ser importante na definição do tipo de linfoma.

 

Radiografia ao tórax

importante para despistar sinais da doença no tórax, nomeadamente no mediastino; permite a avaliação “indirecta” dos pulmões e coração.

 

Biópsia

remoção de uma porção de tecido para pesquisa de possíveis células tumorais; a amostra é analisada ao microscópio por um anatomo-patologista.


Numa biópsia, pode ser removida a totalidade do gânglio linfático (biópsia excisional), ou apenas uma parte (biópsia incisional). A biópsia é o único método seguro de saber se as células tumorais correspondem a um linfoma.

 

 

Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... a biópsia

1

Que tipo de biópsia vou fazer? Porquê?
2 Quanto tempo irá demorar? Estarei acordado? Vai doer? Serei anestesiado? Qual será o tipo de anestesia?
3 Quando irei saber os resultados?
4 Existe algum risco associado a este procedimento? Quais são as hipóteses de infecção ou sangramento, após a biópsia?
5

Se eu tiver um cancro, quem irá falar comigo acerca do tratamento? Quando?

 

 

Como é feito o dignóstico do linfoma?


 

É fundamental que o diagnóstico do linfoma seja feito o mais precocemente possível: aumenta a hipótese de cura e pode evitar que o cancro se espalhe para outras partes do corpo; como tal, favorece o prognóstico, a recuperação e a reabilitação.

 

Para poder fazer o “quadro” completo da situação, provavelmente o médico irá fazer perguntas sobre a história clínica pessoal e familiar, para poder identificar a presença de determinados factores de risco para ter linfoma.

 

Também poderão ser solicitados outros exames, para verificar se o cancro está disseminado a outros órgãos do corpo:

 

Biópsia da medula óssea: é removida uma porção de medula óssea, do osso da bacia, com uma agulha grossa; a amostra é analisada ao microscópio por um anatomo-patologista, para detectar a presença de células cancerosas.
A biópsia é o único método seguro para saber se existem células tumorais na medula óssea. A anestesia local ajuda a diminuir o desconforto.

 

TAC (tomografia computorizada): através de uma máquina de raios-X, ligada a um computador, são obtidas imagens detalhadas dos órgãos, nomeadamente do tórax, abdómen ou pélvis. Para melhor visualização das imagens, pode ser injectado um contraste (corante).

 

RM (ressonância magnética): através de um íman forte, ligado a um computador, são criadas imagens detalhadas de determinadas zonas do corpo. O médico pode, depois, ver essas imagens num monitor e imprimi-las.

 

Ecografia (ultra-sons): através de um aparelho de ultra-sons, são enviadas ondas sonoras (não se conseguem ouvir), que “batem” nos tecidos do organismo e voltam para trás, como um eco; o computador usa estes ecos para criar uma imagem, chamada ecografia. Regra geral, os tumores produzem ecos diferentes dos produzidos pelos tecidos normais; a imagem produzida pode mostrar possíveis tumores.

 

Punção lombar: o médico usa uma agulha fina e longa para retirar líquido cefalo-raquidiano (líquido que preenche o espaço dentro e em redor da espinal medula e/ou do cérebro). Uma anestesia local permite controlar a dor.


Após o procedimento, o doente tem de permanecer deitado na horizontal, durante 2 horas, para evitar possíveis dores de cabeça. O líquido é analisado no laboratório, para detecção de possíveis células tumorais ou outros sinais.

Estudo por emissão de positrões PET (tomografia por emissão de positrões): é injectada uma pequena quantidade de material radioactivo. Depois, uma máquina cria imagens que mostram a actividade química no organismo. As células cancerosas aparecem, regra geral, como zonas de elevada actividade. Contudo, outras células (não tumorais) podem também captar o material radioactivo.

 

Se houver algo suspeito, o médico irá pedir uma biópsia: só assim poderá verificar, com certeza, se na zona suspeita existem células cancerosas. Na biópsia é retirado um pouco de tecido ou líquido, para poder ser analizado num laboratório especializado.