

Como será a fase de tratamento do linfoma?
Depois do diagnóstico de um linfoma, é normal atravessar um período de choque, stress e depressão.
No entanto, é importante ser positivo e “lutar” contra o cancro; estar informado sobre a doença e sobre os métodos de tratamento ajuda a colaborar com o médico e a reagir positivamente.
Para se construir uma relação de parceria na luta contra o linfoma, entre médico e doente é importante esclarecer todas as dúvidas com os profissionais de saúde que acompanham o caso. Por vezes, é útil elaborar uma lista das perguntas e dúvidas a colocar ao médico, antes da consulta.
Cada caso é um caso e, como tal, de acordo com cada situação, o médico poderá aconselhar a consulta com diferentes médicos especialistas que tratam linfoma: hematologista, oncologista, radioterapeuta. Pode, inclusive, ter um médico especialista para cada tipo de tratamento que vá realizar.
O tratamento de alguns tipos de linfoma começa poucas semanas depois de confirmado o diagnóstico. Noutros casos, o tratamento pode ser adiado durante bastante tempo. Como tal, tem tempo para falar com o seu médico sobre as diferentes opções possíveis de tratamento e, se considerar necessário, ouvir uma segunda opinião, antes de tomar qualquer decisão sobre o tratamento.
Quais são os critérios de escolha para o tratamento do linfoma?
As opções de tratamento do linfoma dependem, essencialmente, do tipo de linfoma e do estadio ou fase de desenvolvimento da doença. Adicionalmente são, ainda, considerados outros factores, como sejam:
- Resultado dos testes laboratoriais (ex.: presença de alguns receptores específicos …);
- Estado geral de saúde da pessoa;
- Idade.
Quais os tratamentos actualmente disponíveis para o linfoma?
Hoje em dia, existem várias opções de tratamento para o linfoma. Estes tratamentos incluem a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e transplante de células estaminais.
Na maioria dos casos, o factor mais importante e determinante na escolha do tratamento é, sem dúvida, o tipo de linfoma e o estadio da doença, ou seja, a fase de desenvolvimento do tumor.
No entanto, também é relevante considerar o estado geral de saúde da doente.
O tratamento para o cancro pode ser local ou sistémico:
Tratamento local: é qualquer tratamento que remova ou "destrua" as células do cancro, ou seja, no próprio local do tumor (ex: radioterapia no caso dos linfomas).
Se o cancro se localizar em várias partes do corpo a terapêutica local pode ser usada apenas para controlar a doença nessa área específica, mas não noutros locais do organismo.
Tratamento sistémico: é qualquer tratamento que "entra" na corrente sanguínea, com o objectivo de "destruir" ou controlar o cancro em todo o organismo (ex: quimioterapia e imunoterapia).
Se tiver um linfoma não-Hodgkin indolente, e sem sintomas, o seu médico poderá recomendar que fique apenas em observação, sem precisar de tratamento imediato. O linfoma pode, inclusive, regredir ou diminuir, sem que receba qualquer tratamento.
Nesse caso, a sua saúde será cuidadosamente monitorizada (vigiada), e terá que fazer exames periódicos; só irá receber tratamento se surgirem sintomas ou se houver agravamento da sua situação.
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Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... o período de observação |
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Se eu ficar apenas em observação, mais tarde a doença vai ser mais difícil de tratar? |
| 2 | Com que frequência terei que fazer exames médicos? |
| 3 | Entre os exames a fazer, que problemas deverei referir ao médico? |
Quando um linfoma se encontra em fase avançada, a medula óssea pode ser “invadida” por células do tumor que impedem a produção normal de células do sangue; nesse caso, o linfoma passa a ter características de uma leucemia, embora as células mantenham muitas vezes as características que tinham inicialmente.
É importante perguntar ao seu médico de que forma o tratamento poderá alterar as actividades diárias normais e a aparência, durante e após o tratamento; poderá, ainda, perguntar como será feita a escolha dos tratamentos, quais os possíveis efeitos secundários, bem como quais os resultados esperados com o tratamento.
Cada pessoa deverá desenvolver e estabelecer, com o seu médico, um plano de tratamento que seja compatível, dentro do possível, com as suas necessidades, valores pessoais e estilo de vida.
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Perguntas que pode fazer ao seu médico sobre... o tratamento |
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1 |
Quais as opções possíveis de tratamento? O que recomenda para o meu caso específico? Porquê? |
| 2 | Quais os benefícios esperados com cada tipo de tratamento? |
| 3 | Quais os riscos e possíveis efeitos secundários de cada tratamento? |
| 4 | Quanto irá custar o tratamento? Este tratamento estará coberto pela minha apólice de seguro? |
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Em que medida irá o tratamento afectar as minhas actividades normais? |
| 6 | No meu caso específico, seria adequada a participação num ensaio clínico? |
Quais são os possíveis efeitos secundários do tratamento do linfoma?
Regra geral, qualquer tratamento para o linfoma apresenta efeitos secundários.
Ainda que se tentem utilizar tratamentos específicos para certos tipos de linfoma e, mais ainda, para determinado tipo de células, a verdade é que existe sempre a probabilidade do tratamento danificar e afectar também as células e tecidos saudáveis, e não apenas as células tumorais. Como consequência, surgem os efeitos secundários.
Alguns efeitos secundários específicos dependem, essencialmente, do tipo de tratamento e sua extensão (se são tratamentos locais ou sistémicos).
O mesmo tratamento, administrado em pessoas diferentes, pode provocar efeitos secundários diferentes, quer em tipo de efeito quer na intensidade sentida.
Por outro lado, os efeitos secundários sentidos numa sessão de tratamento podem ser diferentes ou mesmo desaparecer, na sessão seguinte.
O médico e restantes profissionais de saúde que acompanham os tratamentos, irão explicar os possíveis efeitos secundários do tratamento e a melhor forma de os controlar ou tratar.
Se o linfoma for indolente e apresentar sintomas, os tratamentos mais indicados são a quimioterapia e a imunoterapia. A radioterapia pode ser usada em doentes com linfoma em estadio I ou II - localizado - ou como complemento da imunoterapia com quimioterapia.
Se o linfoma for agressivo, os tratamentos mais utilizados são a quimioterapia e a imunoterapia; também nestes casos a radioterapia pode ser usada como complemento ao tratamento.
Se o linfoma voltar a aparecer, depois do tratamento, significa que houve uma recidiva ou recorrência da doença. Nestes casos, é necessário fazer outro tipo de quimioterapia e/ou equacionar um transplante de células estaminais, consoante o tipo de linfoma e a idade da pessoa.






