

Qual o papel da quimioterapia no tratamento do linfoma?
A quimioterapia consiste na utilização de fármacos para tentar eliminar as células tumorais.

Regra geral, a quimioterapia para o linfoma é constituída por uma associação de fármacos.
Os fármacos podem ser administrados oralmente, sob a forma de comprimidos, ou através de uma injecção intravenosa (i.v.), na veia ou junto à espinal medula. Em qualquer das situações, os fármacos entram na corrente sanguínea e circulam por todo o organismo - terapêutica sistémica.

A maioria das pessoas com linfoma faz quimioterapia em regime de ambulatório (no hospital, no consultório médico ou em casa), ou seja, não ficam internadas no hospital. No entanto, há alguns casos em que é necessário ficar no hospital, durante a quimioterapia.
Caso se trate de um linfoma no estômago, provocado por uma infecção por H. Pylori, o médico pode tratar a doença com antibióticos; depois de curada a infecção, o tumor pode também desaparecer.
Quais os principais efeitos secundários da quimioterapia?
A quimioterapia pode afectar tanto as células normais como as células tumorais.
Regra geral, os efeitos secundários da quimioterapia dependem dos fármacos utilizados e das doses administradas.
A quimioterapia afecta, essencialmente, as células que se dividem rapidamente, como sejam:
Células do sangue: estas são as células do nosso organismo que ajudam a "combater" as infecções (glóbulos brancos), que ajudam o sangue a coagular (plaquetas) e que transportam oxigénio a todas as partes do organismo (glóbulos vermelhos). Quando as células do sangue são afectadas, havendo diminuição do seu número total em circulação, poderá ter maior probabilidade de sofrer infecções, de fazer "nódoas negras" (hematomas) ou sangrar facilmente podendo, ainda, sentir maior fraqueza e cansaço.
Células dos cabelos/pêlos: a quimioterapia pode provocar a queda do cabelo e pêlos do corpo; no entanto, este efeito é reversível e o cabelo volta a crescer, embora o cabelo novo possa apresentar cor e "textura" diferentes.
Células do aparelho digestivo: a quimioterapia pode causar falta de apetite, náuseas, vómitos, diarreia e feridas na boca e/ou lábios; muitos destes efeitos secundários podem ser controlados com a administração de medicamentos específicos.
Os fármacos usados no tratamento do linfoma podem causar erupções cutâneas ou bolhas, bem como dores de cabeça.
A pele pode tornar-se mais escura.
Nas unhas, podem aparecer "riscas" ou bandas escuras.
Raramente surgem efeitos secundários de longa duração, ou seja, sentidos a longo prazo. Ainda assim, verificaram-se casos em que o coração se torna mais fraco.
Em pessoas que receberam quimioterapia existe, também, a possibilidade de surgirem cancros secundários, como a leucemia, ou seja, um cancro nas células do sangue.






