

Qual o papel do transplante de células estaminais (indiferenciadas)?
O transplante de células estaminais, ou seja, de células sanguíneas imaturas e indiferenciadas, possibilita a administração de doses elevadas de quimioterapia, radiação ou ambas. Porquê? Estas doses elevadas, destroem tanto as células cancerígenas como as células normais do sangue, da medula óssea. Depois do tratamento, o doente recebe células estaminais saudáveis, através de um catéter (tubo flexível) inserido numa veia grande. Novas células do sangue vão desenvolver-se a partir das células estaminais transplantadas.
As células estaminais podem ser retiradas do próprio doente, antes do tratamento com doses elevadas, ou podem provir de outra pessoa. Neste caso, a pessoa é internada no hospital para fazer o tratamento.
Quais os principais efeitos secundários do transplante de células estaminais (indiferenciadas)?
Os efeitos secundários da terapêutica com doses elevadas, bem como do transplante de células estaminais, são a possibilidade de desenvolver infecções e perda de sangue.
Se receber células estaminais de um dador, pode ocorrer rejeição, a que se dá o nome "doença do enxerto contra o hospedeiro" (GVHD). O que acontece é que as células estaminais doadas "atacam" os seus tecidos (como pessoa que as recebe). Geralmente, esta doença (GVHD) afecta o fígado, a pele ou o aparelho digestivo; pode ser grave, ou até fatal e pode ocorrer em qualquer altura após o transplante, mesmo alguns anos mais tarde. Existem medicamentos para prevenir, tratar ou controlar este processo de rejeição.






